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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Saturday Night Fever: Disco Music e Consumo


Na década de 70, o filme Saturday Night Fever (Os embalos de sábado à noite), gerou uma verdadeira revolução no gosto popular. O longa fez tanto sucesso que consagrou John Travolta como um verdadeiro astro do cinema. Na trilha sonora estavam faixas como “Stayin Alive” (Bee Gees), “Night Fever” (Bee Gees), “More than a Woman” (Bee Gees), “If i can’t have you” (Yvonne Elliamn), “You Should be dancing” (Bee Gees), “Disco Inferno” (The Trammps) entre outras, que foram tocadas repetidamente nas discotecas em todo o mundo.


Saturday Night Fever foi o filme que lançou a moda das discotecas. Todos queriam ser iguais ao personagem de Travolta e para isso imitavam não só seus passos nas discotecas, mas também seu figurino. Muita brilhantina e roupas que chamavam a atenção ganhavam destaque nas discotecas. O filme lançou também a moda da Disco Music. Os Bee Gees se consagraram nesta época, vendendo milhares de discos.

O filme influenciou também as produções brasileiras. No ano de 1978 era lançada no Brasil a novela Dancin’ Days. Na onda de Saturday Night Fever a trama lançou diversos modismos, e acabou promovendo vários produtos que vão desde meia lurex à água de colônia. Ajudou a promover a moda das discotecas lançando sucessos. O interessante é que o disco lançado para a trilha da novela, trazia também músicas da trilha de Saturday Night Fever.

Ainda falando de Brasil não podemos esquecer também do grupo montado por garçonetes que explodiu na década de 70, as Frenéticas.  As moças que trabalhavam vestidas de malhas colantes, com saltos altíssimos e maquiagem carregada, subiam ao palco para cantar duas ou três musicas na noite, o que depois se tornou um dos grupos mais famosos da época. Elas trabalhavam na discoteca Frenetic Dancing Day. Qualquer semelhança com a novela não é mera coincidência! As moças gravaram até música tema para a novela! Cinema, música e moda que influenciaram a forma de consumo dos jovens daquela década!


À esquerda o filme que influenciou vários jovens da década de 70,
 à direita anovela que lançou uma série de modismos

À esquerda Bee Gees: Um dos grupos mais famosos da época;
à direita as meninas que revolucionaram a Disco Music brasileira





terça-feira, 18 de outubro de 2011

Década de 50: ícones, influência e comportamento

Nos anos 1950, as imagens ressonantes de rebeldes e motoqueiros incorfomados/ Marlon Brando, Elvis Presley, James Dean, ou escritores beatnik como Jack Keroauc, exerceram forte influência,  modelando estilos, pensamentos e comportamentos, nos anos 1960, as imagens ressonantes foram as das figuras contraculturais. (KELLNER, 2001).


Na década de 1950, os valores da sociedade, estavam sofrendo mudanças, O cinema, a música e a literatura, tiveram um papel muito importante nessa época, principalmente entre o público jovem. Antes dos anos 50 não havia separação entre jovem e adulto. Independente da idade as pessoas se vestiam e agiam da mesma forma. Nesta época surgiram verdadeiros ídolos, modelos que a juventude seguia à risca.

Os rapazes imitavam o visual e o jeito de agir do ator Marlon Brando nos filmes Uma rua chamada pecado (de Elia Kazan, 1951), em que ele aparecia vestindo jeans e camiseta, e O selvagem (de László Benedek, 1953) no papel de um motoqueiro que estava sempre de jaqueta de couro. Ser como Brando representava liberdade.

A partir de 1955, o ator James Dean passou a ser o modelo da juventude. Em seu filme Juventude Transviada (de Nicholas Ray), ele usava topete, se vestia aparentemente de uma forma que a sociedade considerava na época um boêmio, se sentia incompreendido e adorava andar em alta velocidade, uma forma de demonstrar que de alguma forma era livre. Era um legítimo rebelde sem causa.

O rock se reinventava,ressurgindo mais barulhento do que nunca. Elvis Presley com o seu rebolado assumiu o posto de Rei do Rock, influenciando toda uma geração na maneira de dançar e se comportar. Seu topete e as grandes costeletas formavam seu estilo junto ao figurino diferente, marcado por suas jaquetas de couro.

Na literatura não podemos esquecer de Jack Kerouac e seu On the road, que iniciou uma verdadeira revolução na cultura da época, que ficou conhecida como Geração Beat. Os chamados beatniks queriam uma consciência nova, libertada de padrões, escolhiam a marginalidade. A obra de Kerouac, deixava mais evidente esse sentimento de busca pela  liberdade e novas experiências.

O fato é que pela primeira vez era possível ver moças fumando, pegando carona e namorando rapazes que suas famílias não conheciam. Os rapazes saíam a rua com o cabelo desalinhado e expondo sua camiseta, que era roupa de baixo. As festas eram regadas às batidas de rock, tido como imoral na época. Sem falar nos “rachas” disputados pelos jovens com suas motocicletas e carros. Sem dúvida os ícones da década de 50 influenciaram os jovens com sua arte e comportamento. O que não parou na década de 50, mas isso fica para outro post!

À esquerda James Dean, `direita  Marlon Brando


À esquerda Elvis Presley, à direita Jack Keroauc