Mostrando postagens com marcador anos 60. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anos 60. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de março de 2015

Recomendação de filme: Grandes Olhos



Estreou no dia 29 de janeiro no Brasil o filme de Tim Burton Grandes Olhos. Assisti no feriado de Carnaval, mas só agora tive tempo (e paciência) para fazer um post.

O filme é baseado na história de Margaret Ulbrich (interpretada por Amy Adams), uma pintora que cria obras de crianças com olhos enormes. Mãe solteira, a vida dela muda quando conhece Walter Keane (Christoph Walz) e se casa com ele. Bastante insegura Margaret se deixa convencer por Walther que passa a assumir a autoria das obras dela. A partir daí Walter abre a própria galeria e vende quadros e pôsteres dos "Grandes olhos" transformando as pinturas em uma espécie de pop art, vendendo em todos os lugares possíveis. As pessoas não desconfiam pois as pinturas eram assinadas apenas com um sobrenome, Keane.

O problema é que após ganhar fama e muito dinheiro a vaidade de Walther aumenta, o que incomoda cada vez mais sua mulher e resulta em um divorcio nada amigável. Dez anos depois ela processa seu ex marido para retomar o direito de seus quadros  O fato é que Margaret se tornou uma das artistas mais bem sucedidas no início dos anos 60 e deu inicio o movimento dos olhos grandes, influenciando vários outros artistas. A pintora hoje tem 88 anos anos. Já Walther morreu em 2000 pobre e esquecido.

Margaret Ulbrich
A inspiração de Tim Burton partiu de uma experiencia pessoal. De acordo com ele as obras de Margareth marcaram profundamente a sua infância. Na época, inicio dos anos 60, as obras com crianças estavam espalhadas em todos os lugares e Burton as achava muito perturbadoras. Ele achava que havia algo estranho nas pinturas que o incomodavam.

Gostei muito do filme, mas não esperem nada comparado as recentes obras de Burton, sempre com clima sombrio. Grandes Olhos é um filme que lembra mais o Burton de Peixe Grande, bem colorido e com um pouco de humor. 









sexta-feira, 13 de maio de 2011

A atemporalidade da pop art


“A arte suprema é o negócio.” Andy Warhol

É com esta frase do pai da pop art, que inicio este post. Sou fã deste movimento e mais ainda do que ele representou no século passado. Então vamos voltar um pouco no tempo para entender como ele surgiu.

Nos anos 60, um grupo de artistas intitulado de Grupo Independente defendia uma arte que se comunicasse diretamente com o público por meio de signos e símbolos retirados do imaginário que cercava a cultura de massas e a vida cotidiana. Eles defendiam a idéia de que não havia mais separação entre arte e vida.

A pop art surgiu como uma crítica à sociedade consumista. Para isto os artistas produziam arte com o único intuito de vendê-las. Eles utilizavam tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande. Sua iconografia era a televisão, a fotografia, os quadrinhos, o cinema e a publicidade. Entre os principais artistas da pop art destacam-se Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Robert Rauschenberg, David Hockey, Richard Hamilton e Jasper Johns. 

O fato é que mais de 40 anos depois esse movimento ainda está vivo em peças de moda e decoração. Os quadrinhos, os rostos de celebridades estampados em camisas, xícaras, além da proposta de montar um ambiente em casa inspirado nas cores quentes da pop art.  

O Grupo Independente não criava teorias com bases filosóficas, nem fazia movimentos para mudar o pensamento das pessoas de forma a convencê-las a não comprar algo. Eles criavam produtos que tinham certeza que o público consumiria, o que tem se comprovado até os dias de hoje.